06/05/2026

Escolas2030 avança em escala e articulação com políticas públicas

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Neste ano, as ações do programa envolvem a mobilização coletiva e a construção de parcerias impulsionadoras

Em 2026, o Escolas2030 alcança marcos importantes na consolidação de uma educação integral, transformadora e antirracista no Brasil. Parte de um programa global com duração prevista até 2030, a iniciativa vem acumulando aprendizados relevantes na mobilização de diferentes atores e no desenvolvimento de práticas inovadoras. Agora, chega a um importante momento de transição: da expansão de aprendizados e práticas para o ganho de escala e influência a nível sistêmico.

Parceria com o Ministério da Educação

Um dos principais avanços nesse sentido é a consolidação de um Acordo de Cooperação com o Ministério da Educação (MEC), no âmbito do Programa Escola em Tempo Integral, que hoje chega a 1,8 milhão de estudantes da educação básica. A parceria permitirá ao MEC aprofundar suas práticas de avaliação do desenvolvimento integral com base em evidências produzidas pelo Escolas2030, além de consolidar uma base técnica para futuras políticas públicas.

Para Elie Ghanem, coordenador de pesquisa-ação do Escolas2030, essa parceria abre espaço para um diálogo mais consistente com gestores de redes estaduais e municipais. “Esse diálogo envolve caminhos para fortalecer o trabalho das escolas na perspectiva da educação integral, especialmente no que diz respeito ao protagonismo estudantil, à qualificação do magistério e à autonomia das escolas como agentes ativos nos locais em que se situam”, explica.

Como resultado dessa colaboração, será realizado o seminário Avaliação do Desenvolvimento Integral como Direito: Sentidos, Práticas e Desafios, que acontece no dia 15 de maio em Brasília, reunindo professores, estudantes, especialistas, gestores públicos e organizações para debater os desafios e oportunidades para a promoção da educação integral. O evento conta com o apoio de Imaginable Futures, Instituto Unibanco e Fundação Itaú, e dará origem a publicações que irão sistematizar os principais aprendizados acumulados pelo Escolas2030.

Pesquisa-ação focada no tema da avaliação

A pesquisa-ação, um dos pilares fundamentais do programa, segue ativa em 2026 com escolas que vão construir indicadores voltados à avaliação de cinco aprendizagens transformadoras: empatia, criatividade, colaboração, protagonismo e autoconhecimento.  

O processo adota uma abordagem participativa, envolvendo estudantes, educadores e famílias. Para isso, utiliza diferentes métodos, como observação participante, entrevistas, grupos focais, questionários e análise documental. 

Com base em um referencial de aprendizagem que inclui autonomia, afetividade, responsabilidade e autocuidado, as organizações têm como objetivo elaborar novas formas de mensurar o que significa sucesso na aprendizagem para além das avaliações tradicionais, inspirando-se nas práticas inovadoras que já são desenvolvidas em seus cotidianos.

Uma rede de trocas que fortalece o coletivo

Para ampliar a circulação dessas ideias e engajar ainda mais pessoas e organizações, o Escolas2030 também promove, em 2026, uma jornada de aprendizagem junto ao Coletivo Escolas2030. A iniciativa cria espaços contínuos de troca, incentivando reflexões a partir do compartilhamento de práticas relacionadas à avaliação na educação integral e transformadora.  

Aberta a todas as organizações que integram essa rede, a jornada é composta por encontros online mensais, organizados em torno de temas que atravessam a avaliação e a construção de indicadores. Cada encontro conta com a participação de convidados que conduzem as discussões, além de momentos dedicados ao diálogo entre participantes, fortalecendo a construção coletiva de conhecimento. 

Helena Singer, coordenadora geral do programa, destaca o potencial transformador da jornada: “Muitas escolas com projetos inovadores se sentem isoladas dentro de seus contextos. Mas, quando olhamos para a realidade do país, vemos que são muitas as escolas que compartilham essa mesma visão de educação”, afirma. “Esse coletivo tem justamente o objetivo de promover o pertencimento, mostrar que as escolas não estão sozinhas e criar espaços de compartilhamento de aprendizagens”.

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